quinta-feira, maio 18, 2006

Cogitação pessoal partilhada



Serei o único que julga Michael Mann o homem absolutamente indicado para realizar um exemplar “Mission: Impossible”?

26 Comments:

Blogger RPM said...

cogito, ergo sum!

penso, logo existo?

Um abraço forte de amizade!

RPM

10:51 da manhã  
Blogger nuno said...

e um tony scott?

11:11 da manhã  
Blogger Mário Lopes said...

Não, não és o único. Eu também acho que ele seria o realizador indicado para um próximo filme da saga MI :).

Cumps.

Mário Lopes
http://lordofthemovies.blog-city.com

11:21 da manhã  
Blogger H. said...

ñ tinha pensado no assunto mas agr q falas nisso, acredito que com a sua visão Mann voltaria a colocar MI no caminho sério e fabuloso que só Brian de Palma conseguiu realizar...

por acaso no MI III vi o trailer do Miami Vice e pareceu-me mesmo mesmo fixe...

12:21 da tarde  
Blogger Thanatos said...

Porreiro era não fazerem mais filmes MI, isso que era um golpe de génio. Até porque da série de TV já nada resta nos filmes e francamente eu gostava mesmo era do trabalho de equipa do pessoal na TV.

Quanto ao Michael Mann fiquei fã dele desde o longínquo "The Keep" (alguém daqui viu e sabe do que estou a falar?), depois foram as séries de TV e o zénite com "Heat" onde as personagens atingem estados de graça quais anjos caídos que sabem que caminham para a ruína mas ainda assim cumprem o seu fado.

Já "Collateral" penso que abusa ligeiramente das coincidências, isto é custa-me a crer que em L.A. pudesse entrar no táxi tanto vítima como carrasco mas enfim é a linguagem do cinema e sem esse motivo não haveria filme.

De todos os filmes para este Verão o que mais aguardo é sem dúvida este "Miami Vice".

1:28 da tarde  
Blogger brain-mixer said...

Mann safar-se-ia bem (com uma trama e ambiência idêntica à de Brian dePalma), mas Tony Scott :S Urghzzz... Não! Nuno, Tony Scott não se daria bem com esses ares... Para filtros coloridos, Ethan Hunt ficaria com a pele manchada :P

Mas aconselharia David Fincher, que apesar ter se ter virado do projecto, acredito que lhe daira um ar da sua graça.

2:55 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Rui: Aí está o belo axioma Descartiano.
Abraço!

Nuno: Aí está um nome que nunca passaria pelas minhas cogitações... seja para que filme fosse...

Mário: Benvindo ao culto! :)
Abraço!

Helena: Brian de Palma conseguiu forjar alguns momentos que irradiam a sua inexorável categoria, mas o produto final é bastante instável graças ao anarquismo do seu desenvolvimento. O filme não é mau, mas a sua desconexão não faz jus à desenvoltura da série.

3:49 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Thanatos: Para que fique no registo (ou lá o que isso é), os dois primeiros filmes que visionei de Mann, foram "The Keep" e "Thief" (este sim, duvido que a maioria tenha colocado os olhos em cima). "The Keep" é o maior fiasco de Mann, sucedendo ao proveitoso "Thief". Inspirado num romance que lhe deveria fornecer boas bases (supostamente), "The Keep" não consegue suster algo mais que uns visuais engraçados e algumas sequências legítimas do génio de Mann (como a sequência inicial e a libertação do demónio). O filme carece de lucidez no storytelling, desembrulhando por entre bocejos consideráveis em direcção a um final irrisório. É do conhecimento público que a pós-produção foi algo atabalhoada e talvez resida aí a explicação para o caricato desenvolvimento fraccionado do filme.

Na sua estreia cinematográfica, "Thief", já alberga de forma mais consistente os oleados mecanismos de Mann. A personagem de James Caan foi arquitectada com uma devida profundidade e a cena na qual visita o seu preceptor Okla (Willie Nelson) é fabulosa. Okla encontra-se nos seus últimos meses de prisão e implora a Frank para conseguir a sua liberdade antes desse prazo, pois os médicos auguram a sua morte bem antes da libertação. Um facto curioso foi Mann ter contratado ladrões reais para imprimir autenticidade num estilizado film noir que exibe os lampejos iniciais do brilhante cineasta. Assim como capturou maravilhosamente o pulsar de Los Angeles em "Collateral", em "Thief" apreende a orgânica nocturna de Chicago adjuvado pela música de Tangerine Dream para ampliar a sua característica tensão cool no produto final.

"Heat" é pura e simplesmente um dos melhores filmes contemporâneos e relativamente a "Mission: Impossible", concordo em absoluto contigo. A série ainda não foi consistentemente dignificada na Tela de Cinema.

4:01 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Edgar: De Fincher, gostava que voltasse à carga sobre "Rendez-vous with Rama".

4:05 da tarde  
Blogger wilson said...

Juro, como também já tinha pensado nisso!
Quem sabe teríamos um Ethan Hunt de verdade, e não outra versão de Tom Cruise...

OBS: Na espera por Miami Vice

4:24 da tarde  
Blogger nuno said...

mas vai continuar o MI? ainda n vi o mais recente e o mais certo é demorar bastante a vê-lo.

qual o problema do Tony Scott para este Universo? e o Spy Game? deve meter no bolso a maioria dos filmes de espiões lançados nos últimos anos.

e o que consegue no Beat the Devil a nível de acção, humor, velocidade e técnica?

sendo um universo de gadgets, tecnologias, acção, etc. o que fará o Tony Scott não se enquadrar no perfil?

claro que o mann seria igualmente indicado.

mas sabes o que prefiro? que mann se dedique aos seus projectos.

um abraço francisco

4:50 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Wilson: Aparentemente, por "Miami Vice" somos muitos à espera.

Nuno: Respeito a tua opinião, mas pessoalmente considero a técnica de Scott o equivalente cinematográfico à técnica de um defeso central futebolístico do Zimbabwe: confusa, desregrada, irregular, desconexa e disparatada. Se MI vai continuar ou não... se for para manter neste nível, espero que não!
Abraço Nuno.

5:49 da tarde  
Blogger Thanatos said...

Também vi (por «culpa» dos Tangerine Dream) "The Thief" mas nisso os nossos gostos divergem. Não achei "The Keep" tão bocejante assim ao passo que de "The Thief" não guardo grandes memórias. No entanto falo das percepções de memória que tenho de filmes que já vi há uns 20 anos atrás. Provavelmente se os revisse hoje em dia já não lhes encontraria os mesmos (des)encantos.

6:33 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Curiosamente, Tangerine Dream também participam no "The Keep".

7:57 da tarde  
Blogger miguel said...

mission impossible não sei, mas uns episodiozinhos de "24" já marchavam...;) um abraço!

8:05 da tarde  
Blogger brain-mixer said...

Tony Scott até nem é mau realizador! Top gun é bastante bom para um filme de entretenimento. E Maré Vermelha é para mim o seu melhor filme, com uma adrenalina que não se vê em muitos thrillers. Mas nos últimos tempos ele tem vindo a cair de rendimento (os filtros e câmara ao ombro são exagerados) Topa-me o que ele fez com Domino... Embora Man on Fire (que usa o mesmo visual) seja uma obra razoável, não foi tanto graças ao realizador mas sim ao talento de Denzel Washington.

Espero que ele volte ao seu melhor, mas se pegar num "Missão: Impossível" é que creio que se vá cair no facilitismo. Só isso.

8:22 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Miguel: Prometo que um dia destes dou uma vista de olhos nessa série.
Abraço!

Edgar: Pois fica sabendo que tens o homem em melhor consideração que eu.

8:26 da tarde  
Blogger mig_domingues said...

Por mim, desde que não seja Michael Bay, tudo bem...

Abraço

12:22 da manhã  
Blogger Nothingman said...

Na minha opinião o que iria realmente revolucionar a serie era matarem o Ethan Hunt e tornaram o hipotético MI: IV num filme em que não haveria uma personagem principal mas várias. É o que acontece na serie televisiva, e o que a torna objecto de culto.
Quanto ao realizador não desgostei do JJ Abrams, achei foi que o argumento era uma real porcaria. Como é possível não aproveitarem mais o potencial que o vilão interpretado por Seymour Hoffman tinha...

http://highfidelity.blogs.sapo.pt/

12:46 da manhã  
Blogger Francisco Mendes said...

mig_domingues: Cruzes credo!
Abraço.

Nothingman: Acho que isso será algo impossível... afinal de contal, é o Cruise que manda neste projecto.

8:59 da manhã  
Blogger Nothingman said...

Pois, eu sei. Mas n deixava de ser porreiro.:)

http://highfidelity.blogs.sapo.pt/

8:05 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Lá isso é verdade.

9:53 da tarde  
Blogger Pedro_Ginja said...

O Cruise diz que deixou o J.J fazer o filme dele...

Eu acho que isso é verdade durante os primeiros 30 minutos do missão impossível. Depois o Cruise tomou conta e sucede-se uma bocejante troca de tiros, explosões e diálogos rídiculos, bem patentes na cena final de todos a rirem e aos beijinhos...

Mas aquela primeira meia hora. O filme começa naquele momento tenso, depois um jantar de amigos (bem ao jeito de J.J), depois o voltar de Ethan para salvar uma amiga que acaba por morrer com um engenho explosivo injectado no cérebro (essa foi de génio - ainda não me consegui esquecer da cara com que ela ficou após o despoletar da bomba...e depois pronto acabou a papa doce e começou a seca...

Em relação a quem deveria fazer o próximo???
Deixem-se de sonhos de Fincher e Mann, esses têm mais que fazer...
Tem de ser alguém verde para se deixar ser manipulado...
Espero é que o senhor Cruise abra os olhos e deixe de meter o bedelho no que não percebe, argumentos e realização. Porque como actor todos sabemos que tem qualidade, por muito que alguns não queiram admitir.

Abraço

10:32 da manhã  
Blogger Francisco Mendes said...

Mais uma bela intervenção do grande Pedro. Sem papas na língua. ;)

Abraço!

11:57 da manhã  
Blogger Paulo said...

Por acaso disse o mesmo no meu blog na secção de comentários ao M:I:III. Mann deixar-me-ia a salivar pelo próximo M:I. Quanto a este filme, confesso que gostei bastante.

11:53 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Também, verdade seja dita: normalmente, Mann transforma tudo o que toca em ouro.

8:30 da manhã  

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