terça-feira, julho 26, 2005

“The Grudge”, de Takashi Shimizu

Class.:



“The Grudge” insere-se no género de cinema apelidado (bem ou mal) de J-Horror. Amado e idolatrado por muitos, detestado e incompreendido por tantos outros, este género atingiu o seu apogeu ocidental com “The Ring” de Gore Verbinsky, o remake de “Ringu” de Hideo Nakata.

O filme tem um início genial, com Bill Pullman saindo desorientado da cama e atirando-se da varanda do seu apartamento, suicidando-se. Ao visionarmos uma estrela como Bill Pullman sair dum filme após 50 segundos de actuação é algo surpreendente, no entanto ele vai aparecendo ao longo do filme através de flashbacks. Existem demasiados clichés deste tipo de filmes, como gatos saltando do nada, sons esquisitos, as personagens recorrem a sítios onde não deveriam recorrer e fazem coisas perfeitamente estúpidas sob nenhuma razão. Apesar do filme ser demasiado evidente, pois sabemos sempre quem é a próxima vítima, o filme é genuinamente assustador. Os fantasmas fazem as personagens questionar a sua sanidade com chamadas telefónicas místicas, aparecendo em câmaras de vigilância, e por aí adiante. A atmosfera de sonho enevoado é eficaz. Esta película é um remake de “Ju-On”, filme gerado pelo mesmo realizador deste filme. Esta fita não inova em relação ao seu original, aliás o filme é no geral uma colagem do seu predecessor. Será que isto significa um desastre? Não necessariamente. Mas a verdade é que um bom filme de terror é de difícil concepção e este ostenta demasiados clichés do género. Contudo teremos de compreender esta realidade demográfica: no Japão ou se trabalha, ou se enlouquece, ou se suicidam (hiperbolicamente falando). Os filmes de terror têm um tremendo desequilíbrio argumental, mas a crua concepção de ambientes arrepiantes é genial. Shimizu oferece-nos um filme que não inova no género e muito menos se trata de um marco, mas apercebemo-nos claramente que se trata de um cineasta raro.

21 Comments:

Blogger brain-mixer said...

Ainda n vi nenhum dos filmes (originais ou remake) mas depois de ver o que fizeram com Ring, Dark water (e imagino o que aí vem com The eye), estou de pé atrás com esta adaptação...

9:49 da manhã  
Blogger Francisco Mendes said...

Apreciei o remake de Verbinski com "The Ring". No entanto as restantes adaptações ocidentais são dispensáveis.

10:27 da manhã  
Blogger membio said...

Concordo com o Francisco Mendes, além do remake americano "The Ring", ainda não houve mais nenhum que me convencesse. Agora dos orientais, gostei do "The Grudge" e do "The Eye" e gostei bastante do "Dark Water"...

10:38 da manhã  
Blogger Francisco Mendes said...

Os remakes americanos têm sido meras colagens do original... e bem fraquinhas por sinal.

11:42 da manhã  
Blogger André Batista said...

Nunca me pareceu ser um bom filme. Já estão a fazer remakes de filmes de terror japoneses á brava..desde the ring que 'isto' não pára. Agora será a vez de 'Águas Passadas' com a boa actriz Jennifer Connely. Vamos lá ver no que isto resulta. Boa análise!

12:13 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

O remake seja oriental ou ocidental, anda muito em voga para os lados de Hollywood.

12:59 da tarde  
Blogger gonn1000 said...

Fraquíssimo e entediante. A evitar, sem dúvida...

1:38 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Eh lá... estamos de acordo? :P

2:08 da tarde  
Blogger Ne-To said...

Fraco mesmo, quase certo que estará no meu top 10 dos piores do ano :D

Cumps

8:19 da tarde  
Blogger Renato said...

Filmes deste tipo dispenso. Mais vale poupar o dinheiro (se é que o viste no cinema, ehehehe) e gastar para repetir visionamentos de outros filmes que prefiro.

Abraço

8:49 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

NeTo: De Acordo! :)

Renato: Infelizmente vi-o no cinema. E ainda hj falei com a minha namorada sobre o enorme desperdício de guito, neste filme. :(

10:55 da tarde  
Anonymous Knoxville said...

Péssimo, horroroso, de fugir a 7 pés.

Um abraço katateh!

10:56 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

De fugir à Forrest Gump. :D

Abraço Matateh!

11:01 da tarde  
Anonymous S0LO said...

Não vi mas também já ando farto de remakes...Que falta de originalidade!

"Run Forrest, run!" :o LOL

Cumps. cinéfilos

12:19 da manhã  
Blogger Francisco Mendes said...

eheh

Cumps s0lo.

8:42 da manhã  
Blogger Ricardo Valadares said...

Aqui está um exemplo de filme de terror, em que o único terror que existe é o de nos apercebermos no fim do filme que fomos redondamente enganados. Com a promessa de "scariest movie ever" fomos levados para uma sala escura e estivémos caladinhos durante 1 hora e 45 minutos, mas o terror, esse, nem vê-lo. Previsível, sequinho e vazio de conteúdo, este The grudge só lhe faltava ser apresentado pelo José Figueiras.
Mau, mau, mau.

4:20 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Todos de acordo.

4:41 da tarde  
Blogger TheyDontSleepAnymore said...

Eu acho que estão a exagerar. O The Grudge tem uma dinâmica completamente diferente do Ju-On, tanto que a versão americana se centra mais no Toshio (o míudo) como base do susto e a versão japonesa na Kayako (a mãe). Já por aí acho que têm que ser vistos de um modo mais independente, não só "uma tentativa de imitar o que já foi feito", mas que The Grudge, como stand-alone, não é assiiiiiim tão mau. :) mau mau é o The Ring, já que se fala de adaptações e versões.

7:03 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Opiniões... cada um tem a sua interpretação.

7:25 da tarde  
Blogger refugee said...

Wear the Grudge like a Crown of negativity
Calculate what we will,
We will not tolerate
Desperate to control all and everything
Unable to forgive your Scarlet Letterman

11:15 da manhã  
Blogger Francisco Mendes said...

Essa sim, grande música dos Tool!

11:41 da manhã  

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