quinta-feira, julho 26, 2007

Meet me in Montauk



Um artigo publicado no Jornal de Investigação Psiquiátrica revela que na Universidade de Harvard têm realizado pesquisas com propranolol, medicamento utilizado no tratamento de amnésia, para bloquear e tentar remover completamente memórias selectivas. A droga foi testada em 19 pacientes com vários tipos de trauma, desde violação a mortes familiares. Uns foram administrados com propranolol e outros com placebos. Segundo os investigadores, os caminhos bioquímicos que servem a memória daqueles que tomaram o medicamento, foram desbastados, removendo as memórias dolorosas.
Até que ponto será isto possível? Será uma transposição de “Eternal Sunshine of the Spotless Mind” para a vida real? Assim sendo, será este mecanismo saudável? Não serão as memórias responsáveis pela edificação da nossa essência/humanidade? Por mais dilacerante que sejam as mágoas e estigmas nefastos desta vida, não será a forma como lidamos e crescemos com os mesmos que carburam a nossa Humanidade?


You can erase someone from your mind...
Getting them out of your heart is another story

11 Comments:

Blogger curse of millhaven said...

ok...a ideia não me agrada minimamente. e que tal deixar a natureza humana actuar livremente?...

10:32 da manhã  
Blogger Francisco Mendes said...

Também não me agrada nada este mecanismo de desumanização... se bem que entenda perfeitamente o desespero indizível no qual tomba muita gente...

12:02 da tarde  
Blogger meldevespas said...

não posso estar mais em desacordo com tais "avanços da ciência"....
será que o homem vai acabar por eliminar todas características que fazem dele isso mesmo: um homem?

12:09 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Também não pactuo com estes caminhos desvirtuados.

12:49 da tarde  
Blogger wasted blues said...

Também não concordo. Más e boas experiências devem fazer parte da nossa vida, caso contrário não há consequências, não há memórias, não há crescimento.

4:00 da tarde  
Blogger Betty Coltrane said...

Estou plenamente convencida de que todas as memórias são necessárias... Essenciais para a formação do nosso eu. Não adianta tentar apagá-las, afinal servem para que aprendamos.

Muito sinistro...

4:50 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Wasted: ... Não há evolução...

Betty: Sim, verdadeiramente sinistro... mas matéria mais que suficiente para Michel Gondry ter concebido uma Obra magnífica ;)

8:25 da manhã  
Anonymous Pedro Ginja said...

Acho que o avanço da ciência é inevitável concordemos ou não com ele. Se for decidido por alguém que isto será realmente necessário daqui a alguns anos vamos ter referendo para decidir também desta maneira.
Referendos estão na moda.

Por isso marquem na vossa agenda no ano de 2030 o referendo para a interrupção voluntária da memória.

Hoje estou sarcástico mas não me admirava nada de qualquer coisa assim no futuro. E espero que vocês também não se iludam. Está na natureza humana mudar para melhor (mesmo que por vezes as invenções façam a regressão e não a evolução).

É claro que nem vale a pena falar do "Eternal Sunshine of the Spotless Mind". Esse continua, ainda, guardado na minha memória com a inscrição "Filme da Minha vida". E essa memória está guardada a sete chaves.
Bisturi não entra aqui.

11:11 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

«Bisturi não entra aqui»

Ora nem mais :)

8:13 da manhã  
Blogger Joana said...

Apesar de ser das maiores fãs deste filme, acho que para a vida real nao tem sentido.

Toda a gente sabe que só crescemos com os erros e especialmente passando por situaçoes más.

Grande Blog! :)

2:25 da tarde  
Blogger Francisco Mendes said...

Bem-vinda :)

9:17 da manhã  

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